um lado do horizonte está perdido
nas horas encobertas pela areia
pegadas que o vento cura
o sol tirou das águas do delírio
um rastro aceso
memória morta de astro
ficou distante o lírio inominado
que desabrocha no céu todos os dias
restam espumas as tardes
o lixo das marés
e os náufragos lavados pelo sal
que nunca vimos
mas conhecemos na pele
de nossos corpos vulneráveis