
caminhos dágua correm nos sentidos
quase em silêncio
leve labirinto
diretas asas de sulcar a terra
a correnteza transluz o que nos deve
caminhos dágua são caminhos nossos
a navegar transidos das histórias
que vêm nas curvas da terra
ventanias
aviltamento de conchas fraturadas
numa enxurrada de escória e
restos de ilhas
a correnteza se infere
deduzida
pela garganta do mar
luz engolida
e sol e lua e treva de permeio
navegam sem destino conhecido
leito de rio manso definido
engrossa os golpes do abismo
sobre lentos sistemas irrigados
suas bacias inermes sem espinhos
caminhos dágua destilam
sem registro
em córregos do prado