segunda-feira, setembro 19, 2011

Diante do mar



 Imagem da Internet sem menção de autor.


Entre as árvores da costa
se ouve a voz que vem do mar
ele sussurra
segreda
alguma coisa sem nome
– talvez revele
ao coração da terra
a dor secreta
que não cabe
nem se consola
nas grandes ondas
e resiste
a todas as investidas.

O coração das marés
entregue ao tempo
arremata
embala e adormece
as cinco luas de nossos sentidos.

11 comentários:

OceanoAzul.Sonhos disse...

Neste lindo poema fui transportada para lá, para esse cenário onde entre as arvores se ouve o mar, aguardo as revelações que ele tem para me fazer.

Lindo poema Dade.
boa semana
abraço
oa.s

João A. Quadrado disse...

[como um pedaço, pedaço da raiz de cada maré em semeada em verso, que seduz e se diz]

um imenso abraço, Amiga Dade

Leonardo B.

Sândrio cândido. disse...

Eu me perco e me encontro aqui

Unknown disse...

MARAVILHOSO, DADE!

O final é arrebatador!

Beijos!

Mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

lindíssimo, adoro esse cenário de mar, onda, costa - uma das minhas imagens poéticas preferidas.

Beijos

Unknown disse...

essas luas foram-se de órbitas,


beijo

Regina disse...

Que lindeza, este poema!
Beijo grande, querida Dade.

Aldir disse...

Cinco luas, cinco motivos para resistir às dores da vida.
Beijo.

Úrsula Avner disse...

Oi Dade, belo poema onde um pouquinho de cada um de nós está escondido... Bjs.

Nilson disse...

Cinco luas: matemática de nossos sentidos. Muito bom, Dade!

Daniela Delias disse...

Cinco luas! Que bonito, hein?
Beijão!!!