terça-feira, outubro 16, 2007
sábado, outubro 13, 2007
Ainda
quinta-feira, outubro 11, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
Etação
domingo, outubro 07, 2007
Os dados
A cada dia
algo de novo acorda
e se dilui nas horas distraídas.
Nos cantos esquecidos pela casa
nos telhados
dormem impulsos afáveis
cobertos pelo tecido de outra noite.
O sono nivela tudo
longe dos olhos
e em nossa indiferença
avaramente
algo de novo acorda
e se dilui nas horas distraídas.
Nos cantos esquecidos pela casa
nos telhados
dormem impulsos afáveis
cobertos pelo tecido de outra noite.
O sono nivela tudo
longe dos olhos
e em nossa indiferença
avaramente
guardamos nossos dados.
sexta-feira, outubro 05, 2007
Conversa
quarta-feira, outubro 03, 2007
Canto mínimo
Mensagem
terça-feira, outubro 02, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
Diante do mar
domingo, setembro 23, 2007
Voltar a Ouro Preto

Eu voltaria um dia a Ouro Preto
às dores esquecidas no passado
tantos amores e prantos já chorados.
Eu voltaria à cidade, se pudesse.
E chegaria cedo pela tarde
para rever calmosa em sua casa
Marília de Dirceu meio inclinada
sobre uma rosa pálida no alpendre.
Percorreria as ruas mansamente
em uma brisa de anônima frescura
e subiria as ladeiras sob a lua
às dores esquecidas no passado
tantos amores e prantos já chorados.
Eu voltaria à cidade, se pudesse.
E chegaria cedo pela tarde
para rever calmosa em sua casa
Marília de Dirceu meio inclinada
sobre uma rosa pálida no alpendre.
Percorreria as ruas mansamente
em uma brisa de anônima frescura
e subiria as ladeiras sob a lua
quando chegasse a noite rediviva
ouvindo do enforcado o choro vivo
e dos fantasmas todos os lamentos.
sábado, setembro 22, 2007
Presente do vento
sexta-feira, setembro 21, 2007
Colheita
quarta-feira, setembro 12, 2007
Menino teu
Esse garoto que às vezes te visita
vive outra práxis
outros dias
e se imiscui em teu cotidiano de aço e vidro
com sua bola de meia
pomar terra e verde
e o balanço de corda.
Esse menino magro te perturba
te renova
como se fosse memória
te faz sorrir nas horas mais sisudas.
É curioso, o menino e traz questões
que não dizem respeito
ao homem sério que agora te tornaste.
Enquanto imóvel ponderas papéis de tuas pastas
ele se agita e brinca e mexe em tuas gavetas
e sem te consultar
sopra em tuas letras a brisa de outras tardes
e sensações de afago e de varanda.
Esse garoto que às vezes te visita
à noite em tua cama
canta baixinho cirandas e prelúdios
para manter acesa tua chama.
vive outra práxis
outros dias
e se imiscui em teu cotidiano de aço e vidro
com sua bola de meia
pomar terra e verde
e o balanço de corda.
Esse menino magro te perturba
te renova
como se fosse memória
te faz sorrir nas horas mais sisudas.
É curioso, o menino e traz questões
que não dizem respeito
ao homem sério que agora te tornaste.
Enquanto imóvel ponderas papéis de tuas pastas
ele se agita e brinca e mexe em tuas gavetas
e sem te consultar
sopra em tuas letras a brisa de outras tardes
e sensações de afago e de varanda.
Esse garoto que às vezes te visita
à noite em tua cama
canta baixinho cirandas e prelúdios
para manter acesa tua chama.
terça-feira, setembro 11, 2007
Matinal
segunda-feira, setembro 10, 2007
Receita II
O momento
é vidro prestes a se estilhaçar
renda de filamentos.
Mas se valer a pena
doçura e dengo regeneram
os cristais mais finos.
domingo, setembro 09, 2007
Baias da memória
As casas onde morei fizeram água
e as árvores do pomar perderam a sombra.
Só me restaram coisas sem valia
que envolvi em sedas coloridas.
Nas baias da memória
moram um alazão alado
e um baio esguio e bonito
que não consigo arrear.
Mora um gato almiscarado
numa urna de alabastro
e uma sereia de sol e tabaco
que em dias frios
desfaz as tranças na praia
e some em grutas de rio.
O sono rouba o sossego
e traz de volta faces do passado
acaricia traiçoeiro meus cabelos
e traça rumos ao céu dos quatro ventos
onde me perco.
e as árvores do pomar perderam a sombra.
Só me restaram coisas sem valia
que envolvi em sedas coloridas.
Nas baias da memória
moram um alazão alado
e um baio esguio e bonito
que não consigo arrear.
Mora um gato almiscarado
numa urna de alabastro
e uma sereia de sol e tabaco
que em dias frios
desfaz as tranças na praia
e some em grutas de rio.
O sono rouba o sossego
e traz de volta faces do passado
acaricia traiçoeiro meus cabelos
e traça rumos ao céu dos quatro ventos
onde me perco.
O cerco da memória é como um sono
a devorar as portas do presente.
Mas onde deixarei minha bagagem
se a estância do presente não tem baias?
Para onde voarão minhas imagens
abandonadas sem asas neste chão
ainda que seja o único existente?
quinta-feira, setembro 06, 2007
Piracema

A aurora canta
a música do tempo.
O vento nos cabelos
viaja rumo ao sul.
A piracema voa sobre as águas.
Rege as marés a lua
enovelada de nuvens
subversa a correnteza
se perde entre as estrelas.
a música do tempo.
O vento nos cabelos
viaja rumo ao sul.
A piracema voa sobre as águas.
Rege as marés a lua
enovelada de nuvens
subversa a correnteza
se perde entre as estrelas.
A Terra vela o balanço dos abismos
e o trêmulo equilíbrio das geleiras
até não se sabe quando.
Mas por enquanto
aquém de todo preceito
nada detém os voos do desejo.
aquém de todo preceito
nada detém os voos do desejo.
domingo, setembro 02, 2007
Retrato do indigitado

Foto Claudio Edinger.
Ninguém sabe de onde veio
sempre sozinho
sempre sozinho
e as pessoas do bairro desconfiam.
É até um homem bonito
move-se
É até um homem bonito
move-se
como se o resto do mundo não existisse
parece fora de alcance
veste mal
fuma em excesso
toda manhã está no bar da praça
e pelo resto do dia
parece fora de alcance
veste mal
fuma em excesso
toda manhã está no bar da praça
e pelo resto do dia
desaparece.
Deve existir alguma coisa em seu passado
e apesar disso
ninguém conhece qual foi
Deve existir alguma coisa em seu passado
e apesar disso
ninguém conhece qual foi
seu crime
ou seu pecado.
Fervem histórias boatos
e algum dia
essa mitologia
Fervem histórias boatos
e algum dia
essa mitologia
erguida sobre o nada
pode tornar-se algoz
pode tornar-se algoz
ou redentora
e resgatar o herói
e resgatar o herói
ou o canalha
que ele carrega.
que ele carrega.
Assinar:
Postagens (Atom)










