quando de noite o tempo silencia
dormem os habitantes protegidos
pelo cenário eterno da colônia
sonham com personagens redentores
heróis imaginários
santos tristes
e em volta de seus leitos
nuvens de insetos traçam móveis mapas
veleiros de chegar e de partir
veleiros que sumiram sem notícias
longe da hipótese do porto
não querem de sua terra
mais que o catre, as ruínas
para dormir seus sonhos degradados
e nunca
nunca preparados
para abraçar a herança que lhes cabe
antes do mar chegamos
e desde sempre dormem os habitantes
protegidos
dessa pobreza sem nome dos nativos
Um comentário:
Paraty, saudades. Volto lá este ano, vamos?
Ah sim, a nossa conversa fiada, vamos lá, topas? : )
Beijos,
Silvia
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