
Um lado do horizonte está perdido
nas horas encobertas pelas águas
nas horas encobertas pelas águas
pegadas que o vento cura.
O sol tirou das águas do delírio
um rastro aceso
memória morta de astro.
Restam as espumas as tardes
o lixo das marés
e os náufragos lavados pelo sal
que nunca vimos
mas conhecemos na pele
de nossos corpos vulneráveis.
O sol tirou das águas do delírio
um rastro aceso
memória morta de astro.
Restam as espumas as tardes
o lixo das marés
e os náufragos lavados pelo sal
que nunca vimos
mas conhecemos na pele
de nossos corpos vulneráveis.
4 comentários:
Algumas imagens me lembraram uma coisa que estou escrevendo e tá ficando mais ou menos assim:
À civilização combate
Naquela costa brava, erma
Um legítimo almirante:
Um mar resoluto, de guerra.
Não faz, porém, só a peleja
Que ao olho nu muito imaginam;
Faz coisa pior, sorrateira,
Com o seu sopro que traz ruína.
Sopro de sono e de morte,
De guardar para arqueologias;
Sopro severo em seu ofício
Que desencarna: coisifica
Que encomenda para fóssil
A aposta humana com a natureza
E entrega as suas obras e cores
Para o domínio de um deserto.
*Um beijo*
"E ca, apareceu ou deslizou da rede?"
não entendi bem essa frase tua... é sobre o poema ou sobre minha visita ao blog?
um beijo
essa última estrofe, adade, é toda ela um achado.
bravíssimo!
um beijo grande.
não, ca não apareceu... mas valeu pela força, deda.
um beijo.
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