sábado, fevereiro 17, 2007

Paraty


Toda manhã esta cidade donzela
descalça e cabocla
veste de novo a doçura ancestral
que seus telhados prometem.

O sol de quatro séculos
filtra ainda uma vez a face límpida da terra.
Sem pressa reinaugura cada rua
as praças e as igrejas
onde as matinas se entregam ao cheiro do café
e os bem-te-vis respondem
empertigados em galhos e beirais.
Entre seus voos
resta uma brisa
que o sol não conseguiu domar
nem seduzir.

Distante
o mar ainda dorme.

Um comentário:

Betty Branco Martins disse...

Querida Adelaide

Maravilhoso o teu poema.

...)a paisagem poderia ser a margem de um sonho
o pricípio total do paraíso
uma magnólia aberta com todas as suas rosas

o cais rutilante das aves que nomeiam a minha sede......

Beijinhos com carinho