segunda-feira, abril 21, 2014

Veneza versão 2





A mais brilhante estrela está mesclada
a uma sujeira cósmica de argueiros
a uma poeira negra e cintilante
— crinas dispersas de um cavalo negro
juba noturna do leão de Marcos.

Do vão da noite os pórticos abertos
chamam a seu rumo o sonho e o poema
mas a ilusão comanda essa viagem:
seguirão no vazio estas palavras
beirando a noite e seus caminhos sujos
rememorando lembranças — crina e pó
sobre Veneza partida em seus cristais
estátuas perdidas no passado
e seu perfume de tapetes raros
o céu tremeluzindo em seus canais.

4 comentários:

Assis Freitas disse...

que beleza


beijo

Graça Pires disse...

A ilusão e o sonho comandam qualquer viagem. E Veneza é linda...
Beijo.

Nilson Barcelli disse...

Veneza é linda, mas a água cheira mal...
As gôndolas são muito românticas, porque o balanço é tal que as mulheres se agarram aos seus homens com unhas e dentes... rsrsrs...
Mas o teu poema é magnífico. Gostei imenso.
Dade, querida amiga, tem um bom domingo e uma boa semana.
Beijo.

José Carlos Sant Anna disse...

Que belo poema! Plasmando águas, sonhos e ilusão.
Beijos, Dade!