quinta-feira, março 08, 2007

Madurez



Posso ser ilha
se as pontes ruírem.
Comungo o mundo e esqueço
invento o sangue
as veias esvazio
graduo o peso segundo o solstício.
Por mãe de renascença tive a espera
sou vegetal, minério
bicho novo.
Tenho a força do vôo e do horizonte
um sol dentro do corpo
e me improviso.
Posso ser ilha
se as pontes ruírem.

2 comentários:

Betty Branco Martins disse...

Querida Adelaide

Tocou-me de uma forma muito especial este poema__________adoro gatos:))

...todos os animais - à excepção do homem - sabem que o objectivo da vida é desfrutar dela...

Beijos com carinho
BFsemana

Cosmunicando disse...

Adelaide, vi este teu poema no Balaio do Moacy e fiquei encantada.
Gostaria da tua permissão para colocá-lo no meu blog Literapura.
beijos