sexta-feira, julho 11, 2008

Reminiscências

Abro a janela
de onde espio coisas
acontecidas.

Reminiscências bem-vestidas
passam sorrindo por mim e vão embora.
Outras
que vêm descalças
entram no aposento imaginário
onde as espero.

Deixo que criem asas
e algumas se desdobram
coloridas
em tudo que poderiam ter sido.

Ao vento do desejo
cortinas de fumaça
na janela.

2 comentários:

Maria Flor disse...

Que a poesia daqui insppiire a de lá, no meu cantinho!

Gostei muito de "ao vento ameno do desejo/cortinas de fumaça/na janela"

beijocas!!!

boa semana pra você também!

Anônimo disse...

a fantasia às vezes pode ser bem doce como acontece neste poema
beijos
ivan