sexta-feira, maio 04, 2012

À semelhança


 


Diante do muro
janela sem paisagem
nem rua mar ou céu
imagina um corpo aceso
que toda tarde escorrega
no dorso do horizonte.

Janela sem estrelas
projeta o mundo no muro
e um dia
quase chegou a Deus
voando sobre as imagens
à semelhança dos homens.

9 comentários:

Sandrio cândido. disse...

{a metafisica dos pássaros feridos}

Márcia disse...

Ese "corpo aceso que toda tarde escorrega no dorso do horizonte" é belo demais. O poema todo é lindo.

Beijos.

Daniela Delias disse...

Imaginei um corpo aceso...que imagem!!!


Lindo, Dade!

Bípede Falante disse...

o quase nos salva que alcançar a deus seria perder a humanidade.
beijoss :)

Assis Freitas disse...

um corpo aceso há de acender o verbo, inflamar



beijo

mfc disse...

... à semelhança de um sonho lindo!

teca disse...

Inflamado de esperança!!!!

Bom domingo.
Beijo carinhoso.

Ivan disse...

O que não se vê, imagina-se.

Beijos do Ivan.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Maravilhas Dade que sua poesia adentra!

beijos