terça-feira, outubro 23, 2007

Contradições


Foto Man Ray.

De onde vem esse
a quem chamo de amor
que mundo meu e estranho
fala comigo em sonhos
quando imagino que já não existe
e o que mais quero
é saber dele pelo que não sei
nem saberei talvez por toda a vida.

Que sabe ele de mim
se é que me ama?

O amor
tem sido um bom parceiro da mentira
tanto mais dúbio
quando mais se apresenta verdadeiro.

6 comentários:

Moacy Cirne disse...

Olha só a coincidência, minha cara: dentro de poucos minutos estarei postando uma foto de Man Ray no Balaio. Ah, sim: gostei do poema. Um abraço.

Mel disse...

Esse amor... Parece que brinca conosco!

verabasile disse...

Lindo poema Adelaide, as vezes nem precisamos saber o q é verdade ou mentira, queremos só amar.
Adorei!!!
Beijos

Saramar disse...

Nunca havia pensado sobre o amor assim, como uma mentira.
Porém, há muito sentido em pensar no quanto nos enfeitamos para ele e ele para nós.

beijos

héber sales disse...

o amor
como tantos álbuns faltando figurinhas
como tantos quebra-cabeças a completar
como tantas cartas que às mãos restam
como tantas cenas dos próximos capítulos
muitas vezes é melhor
só na imaginação
*beijos*

(l' excessive) disse...

Já disseram que o amor é uma falácia. Mas o que seríamos sem ele? Seria como se pudéssemos viver sem sonhar...
Lindo o poema.
bj