quarta-feira, outubro 03, 2007

Canto mínimo


François Fressinier.

Pelo céu
corre
um trânsito de asas.
O canto mínimo
da brisa nos cabelos
ficou mais longe
visto que luzem gotas
pelas folhas.

Nenhum silêncio é vão
e isso nos salva.

3 comentários:

Mel disse...

Adelaide, pensar em todos os silêncios que nos angustiam algumas vezes sempre nos leva a algum lugar... Uma boa reflexão!
Bom fim se semana, beijo!

héber sales disse...

fiquei sob o encanto dos versos finais

nenhum silêncio é vão
e isto nos salva

bateram fundo aqui, estes.

beijo!

Analuka disse...

Belíssimo poema, e também mágica, a imagem escolhida!... Sim, um trânsito alado, às vezes suave, às vezes tempestuoso, visível ou invisível, onde nenhuma voz, nenhum silêncio, é vão!... Esta é a vida, preciosa, de cada um, querida. Bom passear por aqui. Aproveito para te perguntar: permitirias que eu postasse um poema teu lá em meu blog?... SEria uma honra. Beijos de bem-querer e admiração por tua alma poética.