segunda-feira, maio 11, 2009

Ruínas




A luz de ruína da lua
racha colunas de gelo
desde o ártico
até os pilotis de nosso prédio
(esses contornos de prata assim
escura
decodificam o mundo).

Juízos equivocados
algumas ilhas errantes
e raízes desterradas
revolvem o concreto desgastado
das calçadas
enquanto as asas da lua
fogo frio
roçam de brilho
o corpo do oceano.

5 comentários:

VFS disse...

bela tiara prateada
para um corpo em joia.

Beta disse...

A lua, que tanto inspira, decerto iluminou-se com tão belo canto! :)

Rafael disse...

O transe encortinado
Escreve no seu corpo oceano
Sobre a frebre de sua boca desatada
E dança um descanso anunciado
Da poesia da lua falada

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Muito legal seu blog!
Se puder passa no meu...
Bjs

Carol Timm disse...

Adade,

Que belo poema... com muitas imagens e emoções...

Beijos,
Carol

Fragmentos Betty Martins disse...

._______querida Adelaide




"ruínas"_______um poema inteiro.


...

[des]gastadas as pedras
o mundo arrasta______a nossa existência

.que transita entre um passado
histórico
e um____futuro imprevisto num presente temporalmente inexistente__________...





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beijO____ternO
bomDomingo