Sexta-feira, Maio 29, 2009

insônia




folhagem debruçada sobre o muro
estrelas roucas zunindo nas entranhas
reza na intimidade um som de grilos

é noite no silêncio das raízes

a luz é mínima e tece
ruas de engano sobre os pensamentos

figuras reticuladas de nós cegos
atravessaram a porta e esperam mudas
que o sono afinal se deite

trouxeram pela coleira
seus cães de caçar os sonhos

4 comentários:

Amélia disse...

Gostei - gosto. muito.Beijo e bom fdsemana!

Eliana Mora (El) disse...

"que o sono affinal se deite"

Parece mentira; finalmente aqui, lendo poema teu.

beijo, El

Carol Timm disse...

Adade,

Eu levaria esse para a Oficina. Acho que vai dar muito o que comentar!!

É lindo e tem muitas intepretações...

(será que aqui posso usar reticências? ... rs)

Beijos,
Carol

Carol Timm disse...

ERRATA: inteRpretações.

Esses ERRES ausentes, me aRRuinam!

bjs,

; )