
folhagem debruçada sobre o muro
estrelas roucas zunindo nas entranhas
reza na intimidade um som de grilos
é noite no silêncio das raízes
a luz é mínima e tece
ruas de engano sobre os pensamentos
figuras reticuladas de nós cegos
atravessaram a porta e esperam mudas
que o sono afinal se deite
trouxeram pela coleira
seus cães de caçar os sonhos





4 comentários:
Gostei - gosto. muito.Beijo e bom fdsemana!
"que o sono affinal se deite"
Parece mentira; finalmente aqui, lendo poema teu.
beijo, El
Adade,
Eu levaria esse para a Oficina. Acho que vai dar muito o que comentar!!
É lindo e tem muitas intepretações...
(será que aqui posso usar reticências? ... rs)
Beijos,
Carol
ERRATA: inteRpretações.
Esses ERRES ausentes, me aRRuinam!
bjs,
; )
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