quinta-feira, agosto 13, 2009

Galeria

 

Até onde se estende um corpo quando sonha
ninguém pode prever.

O pincel
escorre sem rumo certo pela tela
terras imaginárias sem fronteiras.
A cor brota primeiro
lugar ignorado
e logo sobem formas rasas
entrecruzando brumas e
respingos
pontos pollockianos
tensão de fios.
Ausências
varam no escuro a moldura.
Na galeria
no outro dia
críticos esquadrinhadores
visitarão as dores
o devaneio do olhar
e as soluções
recriadas do inventário.

No chão do ateliê
pelas bancadas
restos de estopa e pincéis
reiteram pacientes
outra realidade
a que faltam o nome
e a moldura.

5 comentários:

Jefferson Bessa disse...

Quando a tinta não se "enquadra".

um abraço.

Beta disse...

Ah, que bonito isso, se todos tivessem a candeia afetuosa do seu olhar para a beleza da criação...

E o mundo seria um lugar mais sem amarras, certamente.

De mais plena inspiração.

Nydia Bonetti disse...

a tela, a poesia... olhares inventados. até onde se estendem nossos sonhos... um beijo, adelaide

Carol Timm disse...

Adelaide,

Este é um daqueles poemas que não ouso entender porque gosto tanto.

Beijos e bom domingo para ti.
Carol

Analuka disse...

Querida Adelaide! Que saudade de passear por aqui. EStão lindos e deliciosos os teus poemas. Adorei os dois últimos! SErá que eu poderia publicar algum deles em meu blog? Beijinhos pintados.