segunda-feira, fevereiro 03, 2014

A falta



 
 
Que pena
andar em calçadas conhecidas
e nem ao menos
chegar ao arvoredo na pracinha
onde há mais sombra
para a conversa
e os insetos
criam um ruído de rampa
no cascalho liso

O mais provável
no entanto
é sempre o não falado
a estrutura submissa ao desejo
a alternativa
ao que não pode ser
mais do que o hálito
ou um gesto
do qual toda esperança.
se apagou.

6 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

Aqui está poema fundo, denso. Estou ruminando...
Beijos, Dade!

Assis Freitas disse...

subliminar



beijo

Ira Buscacio disse...

o que não pode ser...
será?!

poemão,

bj, minha queridona

Graça Pires disse...

Do que fica por dizer, sobra sempre tanta coisa apetecida...
Um belo poema.
Beijo.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Um belo poema,
embora triste...

Sonhar é voar com o coração...

Nilson Barcelli disse...

Quando já não há esperança, é a ausência que se instala e nos aflige...
Excelente poema, como sempre.
Dade, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijos.