domingo, fevereiro 23, 2014

Corpo e cidade




 

O corpo entregue à cidade
estreia a cada instante
sensações de luz e sombra
e ruas conjugadas pelo sol
poeira e fumaça.
O corpo continente
treme de asfalto e trânsito
e de um desejo de encontro
e águas secretas.


6 comentários:

Suzana Martins disse...

Treme os versos. O instante é apenas a vontade de caminhar entre ruas poética!!!

Beijos

Assis Freitas disse...

duas geografias que se habitam: corpo e cidade



beijo

José Carlos Sant Anna disse...

As pernas parecem desamparadas... mas dá vontade de caminhar, embora estejam cada vez mais inseguras as nossas ruas. Um belo, Dade!

Lídia Borges disse...


O corpo e a cidade, o "Eu" e o "Outro" indissociáveis, afinal!

Um beijo

Graça Pires disse...

Erramos pelo desassossego da cidade onde a nossa sombra nos sitia.
Um belo poema.
Beijo.

Ira Buscacio disse...

esses seus passeios,dos corpos, pela cidade são perturbadores. uma viagem e tanto!

bj, minha queridona