sexta-feira, novembro 30, 2007

Noturno



A noite é sempre fuga
de um dia.
É quando os rios
lavam os lençóis
que a terra usou
e a lua espia.

Alheio a tudo
o amor perfuma a noite.

4 comentários:

Jens disse...

Oi.
Vim conferir os teus versos. Gostei.
Bj.

Priscila Lopes disse...

Inspira-dor:

flores do mal amanhecidas
alheio ao mundo
o amor perfura a noite





Apareça no Cinco Espinhos.
Abraços!

Lunna Montez'zinny disse...

Se não for ousadia minha, seria possível enviar-me este poema. Amei esse escrito. Estava lendo e de repente aqui fiquei... Gostaria de tê-lo na minha agenda de 2008. Para vez ou outra meus recaírem sobre ele. Grata desde já.

Analuka disse...

Magnífico, teu Noturno, Adelaide!
Chego a vislumbrar a luminosidade lunar, e sentir o cheiro de violetas delicadas, e viajar em celestiais matizes, enquanto leio tuas linhas, querida...

Podemos pensar em novo compartilhar poético? Será um prazer para mim e para os visitantes do jardim azul se permitites que eu publique outros poemas teus lá em Ânkoras & Asas!

Abraços alados.