quarta-feira, novembro 07, 2007

Sina


Talvez tantos sinais da cruz
feitos sobre meu peito
meus cabelos
expliquem essa dor subterrânea
presente em todos os chãos onde pisei.

Temores
olhares que se alongaram sobre o tempo
e nunca mais se apagaram da memória
podem explicar os medos
e a impossível alegria
solta
como no campo um filhote desgarrado.

Talvez seja esta a sina do degredo
e tantas vezes não ser como queria
e tantas vezes
ter desejado o riso como um sol
e ter somente alcançado a lua fria
antes do alvorecer.

3 comentários:

Priscila Lopes disse...

Adelaide, você tem ótimos poemas. É seguramente uma pessoa de talento.

Aguardo mais visitas suas ao Cinco Espinhos.

Promovemos o debate acerca de literatura contemporânea. Para isto, precisamos de "vocês". Respondemos aos seus comentários no próprio espaço do blog.

Abraços!

Betty Branco Martins disse...

Querida Adelaide

Só agora (ao final de tanto tempo) consegui aceder ao "Inscrições"

_______o ficar solta.dispersa no tempo_________presa à tua poesia

Beijinhos com carinho
B.restodesemana

Loba disse...

os medos, em contraposição á alegria solta, talvez nunca sejam explicados. mas explicações nem sempre são necessárias, né? necessário é ter poesia. é ser poesia. e isso vc sabe bem!
beijo querida