quinta-feira, novembro 15, 2007

Ser




Pouco sei sobre ele
senão ideias
e as ideias são
unicamente
as fábulas que o pensamento preferir.

Nada sei sobre o corpo que habita
nem das sementes que nele
adormecidas
preparam ainda seus frutos.

Sei a imagem que mostra
distraído
e que impressões desperta nas pessoas
quando mergulha em quietas sinfonias
e num silêncio de árvore
esquece o mundo.

Bem pouco sei dele
mais que do amor talvez
e tanto.
Mas sei das flores
em sua rua quieta
de um vento primitivo
quando semeia folhas

pela tarde.

3 comentários:

Analuka disse...

Sim, muitas vezes somos nosso próprio enigma... e carregamos sementes de flores e frutos ainda quase inimagináveis... que se preparam, silenciosamente, em nossos recônditos, para virem ao mundo... logo que estejamos prontos para "partejá-los"...
Abraços azuis, Adelaide.

maat disse...

MARAVILHOSA VIAGEM PELO DESCONHECIDO MISTÉRIO DO pOETA-

beijinhos,


***maat

Lunna Montez'zinny disse...

E que maravilha ser assim, mistérios inquietos, enigmas sem solução aparente e então num olhar mais atento dizer: era apenas isso o tempo todo?
Abraços meus a você...

Ps. Obrigada pelo comentário junto ao coletânea sempre tão intenso e carinhoso.