quinta-feira, maio 15, 2008

Dia

Ao fim do dia
como quem não espera mais da vida
fecho nos olhos lembranças movimentos
e o próprio vento agora silencia.

Tudo que peço da noite é um longo sono
que me dissolva nesse quarto escuro
onde as imagens se perdem nas paredes
como fantasmas através dos muros.

Nada porém será como eu queria
: o sono se despedaça em largos voos
e o fato consumado desse dia
não foge mas se repete pela noite.

2 comentários:

Saramar disse...

O poema parece música, de tanto que flui tranquilamente, ao contrário desta noite que canta, invadida pelo dia.

Belo, como sempre!

beijos

Anônimo disse...

e que dia!... um dia de angústia, com certeza.
beijos, querida
ivan