
no começo a lua
móvel
trincava o azul e
rasgava
as nuvens feitas de gaze
pela mendiga do porto
cunhou corpos
sem memória
e inventou recortes
ora silêncios, ora
noite madura
pela constelação angulada
das calçadas
bichos da noite
respiram
podem tudo enquanto
a galáxia das ruas se desgasta e
fixa
breve paisagem morta
pedra e enigma


2 comentários:
gostei. escreve-se bem por aqui.
Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO
COMO EUI GOSTO DESTE POEMA, ADELAIDE!QUALQUER DIA POSSO DIVULGAR ESTE E/OU OUTROS?
BEIJOS
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