segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A noite transpassada



Barcelona à noite. 

No começo a lua
móvel
trincava o azul e
rasgava
as nuvens feitas de gaze
pela mendiga do porto.

Cunhou corpos
sem memória
e inventou recortes
ora silêncios, ora
noite madura
pela constelação angulada
das calçadas.

Bichos se escondem na noite
enquanto
a galáxia das ruas se desgasta e
fixa
breve paisagem morta
pedra e enigma.

2 comentários:

Miguel Barroso disse...

gostei. escreve-se bem por aqui.



Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Amélia disse...

COMO EUI GOSTO DESTE POEMA, ADELAIDE!QUALQUER DIA POSSO DIVULGAR ESTE E/OU OUTROS?
BEIJOS