
a noite nunca é a mesma
em todas as ruas da cidade
quando entre copas e tetos
o artifício das lâmpadas cobre o dia
escuta das calçadas o apito
dos barcos pelo rio
os edifícios da noite como guias
painéis imensos do tempo
lembranças falsas de vidro
ele caminha na sombra
olhando as luzes desfolharem o rio
entra nos bares cheios
mesas copos vozes
emaranhados à espera
do silêncio que os dissolve
luzes da noite
brasas de cigarro





3 comentários:
Oi,
tem um poema seu no baslaio.
Na verdade, está sendo republicado.
Um abraço.
Quando eu crescer quero ser "..." Ou talvez só seja possível numa próxima encarnação.
._________querida Adelaide
"sabores"
balsâmicos_________as suas palavras
_______________///
beijO______ternO
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