Terça-feira, Setembro 01, 2009

ciência inexata

se a manhã fosse o começo
não uma segunda-feira
um dia sem duração
desnumerado
manhã das horas queridas
de examinar com calma cada luz
cada modalidade da luz
do sol e as cores
depois
olhar sem pressa a chuva
a calha da varanda
e na sede das poças
a dança refletida
se os pássaros voltassem
sem antes nem depois
quem sabe a noite
viajaria do fundo de sua música
até perder-se em luas de silêncio
e dobraduras de asas
aos olhos das janelas desatadas
a música da distância
a luz perdida entre muros
visões que o cansaço apaga
furam os sonhos

2 comentários:

Amélia disse...

Muitíssima boa maneira de começar setembro, amiga.Beijo

Nydia Bonetti disse...

Pudéssemos aprender esta ciência, seríamos todos,com certeza, muito mais felizes.
Quando preciso de equilíbrio, venho te ler Adelaide e saio daqui sempre tão leve. Teus textos realmente me fazem bem. beijooo