Domingo, Novembro 08, 2009

sextina


ao fim da trilha
cento e oitenta graus de pedra
mármore opalescente
nos olhos tanta luz escaneada
a grama desdobrada em latitude
e sob o sol quase um crime

à sombra quente da pedra
sobre a grama escaneada
depois de voltar à trilha
o mármore em si sem crime
mas ainda opalescente
e as prateleiras do mundo em latitude

o sol era autor do crime
e não a pedra
o olhar conduzia a trilha
e refletia luz escaneada
a densidade cega em latitude
e a grama de extensão opalescente

voltou pela sombra à trilha
perseguindo a latitude
agora por trás do crime
costas voltadas à luz opalescente
quase cegueira de pedra
vendo a vida escaneada

caminhar depois do crime
era mais que opalescente
mais que lembrança de pedra
a visão escaneada
replicava a latitude
em personagens na trilha

o ar mais leve sem a pedra
por entre as sebes da trilha
era quase um outro crime
o mundo desvendado opalescente
lancetava em latitude
sua carne escaneada

3 comentários:

Nydia Bonetti disse...

Bom mesmo é viajar na trilha da tua poesia Adelaide. Que bonito isso. Beijos

Anônimo disse...

Amei, Dade! Você sempre surpreende a gente.

Beijoca e uma semana ótima
Kelly

Caio disse...

Eu não conhecia sextina em poesia.. ficou muito bacana....
bj