sábado, julho 07, 2007

Confissão


Foto Charlie Schreiner.

Confissão

Amo-te às vezes como quem perdoa
uma ilusão, mentira ou uma ofensa
com esse amor que te parece à toa.
Te amo talvez bem mais do que tu pensas.

Amo-te às vezes como quem concede
ou quem desdenha sem querer comprar.                                                                                 
Te amo a um modo que o amor não se concebe
como um favor prestado por amar.

É que esse amor imenso me supera
e fez de mim seu guarda e alicerce
enquanto esconso te espreita feito fera.

E quanto mais o escondo ele mais cresce
e ronda atormentado pela espera
e te devoraria se pudesse.

3 comentários:

Mel disse...

O amor acaba podendo tudo...
Bom domingo, Adelaide.

bjo, Mel

Analuka disse...

Belíssimo, Adelaide!!! Sim, a potência do amor é invisível e infinita, e milagres acontecem quando o bem-querer nos supera, transcendendo os limites do possível... Beijos alados, querida.

Carol Timm disse...

Linda confissão de amor, Adelaide!

Beijos,
Carol