quinta-feira, julho 19, 2007

Impermanência


Pablo Picasso.

Veio do mar
e atravessou o arco do dia
nos olhos luz
sol entre os dentes.

Bebeu a tarde
nova de amigos
e anoiteceu
de amor
na praia.

Cruzou a noite
da lua nova
e foi paixão
da maré mais alta.

Mas todo dia
marés e luas
se desencontram.

2 comentários:

Lunna disse...

No meio de algo sem definição pairam minhas sensações...
Estou ouvindo Chaplin e sua exuberância em Luzes da Ribalta.
Ah! Não se preocupe, por favor. Você disse em um post antigo quando mencionei minha "mania" de buscar na realidade a inspiração para meus textos. Lembro que a história em questão navegava por entre a possibilidade da ficção e a realidade e você sugeriu e eu achei interessante sua sugestão que eu fizesse um curso na área e lembro também que disse não conhecer-me, mas sugeriu algumas possibilidades.
Sou uma eterna aprendiz, ainda estou aprendendo as definições a cerca da escrita. Estou em fases de semente.
Bem, vou ficar por aqui porque preciso saborear a madrugada...

Mel disse...

Que seu fim de semana seja de luz, Adelaide.
Um beijo, Mel