domingo, julho 05, 2009

Andorinhas




As andorinhas brincam de coral
piando desafinadas sobre os fios.

Asas sem majestade
melhor que as águias encobrem o sol.

Um bando de andorinhas
explica a existência mínima dos corpos.

11 comentários:

Nydia Bonetti disse...

precisamos aprender a lição das andorinhas... que lindo adelaide. lindo!
beijos

Jefferson Bessa disse...

a existência que nos é despertada pelo canto...

um abraço.
Jefferson

teoriasimpossiveis disse...

Eu sempre me pego observando as asas dos pássaros, mas nunca observei as andorinhas, pelo menos não eu eu me lembre. Sei que são graciosas... Beijos meus

Kanauã Kaluanã disse...

Elas fazem seu concerto, recital ou coreografia, enquanto tu teces minimamente o retrato delas com a tinta, a lente e os traços da poesia. Tua forma magistral de encontrar asas. Um beijo, e minha admiração. Katyuscia.

Estela disse...

Sempre que elas aparecem por aqui, eu perco o olhar seguindo-as.
Quando eu era pequena,com sete anos, fui morar numa casa que tinha andorinhas pintadas na parede da sala. Eu achava lindo.
Bjs.

Sônia Brandão disse...

Do cantar das andorinhas você teceu seu canto. Parabéns!
Beijo.

Sandra disse...

Meu endereço é do poetas um voo livre http://sandraregina7.blogspot.com/.
Aqui tenho todos os novos poemas que estão escrevendo.
Com carinho
Sandra

Sandra disse...

O tema andorinha é muito lindo.
Elas sempre estão aqui em casa também.
Já enviei tres poemas para a Vanessa para poder participar.
Com carinho
sandra

Nilson Barcelli disse...

As andorinhas são sagradas, aprendi-o em pequeno e, por isso, era proibido atirar-lhes com pedras e outros projécteis.
Daí que eu perceba "a existência mínima dos corpos". Será a sua alma que az faz encobrir o sol melhor que as águias?
Belo poema querida amiga, gostei imenso.
Beijo.

Roberta disse...

Lembrei, pelo desejo que o tema me evoca, de um trecho de um poema em que escrevi:

"Não me engano, sou semente,
A inveja do vôo,
Sua mental transposição;
Conduzo-me cega, asas na cabeça,
Tudo alcanço, porque tudo vejo,
Com os olhos da criação."

Paixão pelo par de asas que permite a literalidade de um vôo que só realizo metaforicamente.

"Existência mínima dos corpos", e o sagrado mecanismo de seus gestos.

E andorinhas merecem ser singularizadas, são especiais.

Belíssimo poema! :-)

Gisela Rosa disse...

a (fra)agilidade e o desenho leve e possante do voo

aqui contigo!


Um abraço e minha admiração