domingo, julho 12, 2009

Dia do voo




Se ensaiasse voar no fim daquela noite seria o mar aberto o brilho cego do abismo e a aurora sobre as copas ao fim do voo. O dia um ganho inesperado, se conseguisse deslizar alada, cheirando a frutas e flores, e se cortasse os ventos, hastes, cabelos trançados de aves, águas riscadas e a terra que tremesse. Longe do grande barco, plana distante do alto do nono andar em círculos isentos e quer a vida branda das paisagens. Larga as cortinas sem medo do trânsito engarrafado que ainda ruge às dez da noite.

5 comentários:

Carol Timm disse...

Querida Dade,

Tenho me alimentado muito da tua poesia, assim como os amigos.

Esse teu vôo tem acontecido e sempre (creio eu) começando bem de dentro e passando para outros sonhadores alados.

Sempre muito bom vir aqui.

Beijos e boa semana para nós!
Carol

Marcelo Novaes disse...

Dade,




"se ensaiasse voar no fim daquela noite seria o mar aberto o brilho cego do abismo e a aurora sobre as copas ao fim do voo". Quem começa um poema cursivo assim (poesia-em-prosa) ou sabe muito bem por onde anda/voa, ou cai no caminho. Vc sabe planar!



:)



Gostei muito do texto!




Beijos,









Marcelo.

Sandra disse...

Lindo poema.

Dadi!
Tem selo para vc. em curiosa. Passe lá. É um presente.
Com carinho
Sandra

Marcilio Medeiros disse...

Gostei demais.
Bjs

lupussignatus disse...

barco

que

ascende



porto

que

acende





*bom fim
de semana*