Domingo, Julho 26, 2009

aquarela



quase manhã e o vento urdindo a luz
em hastes
cores concreto e áspero de asfalto
lascas de sol nas vidraças
os edifícios
erguem punhos severos contra o céu
e lançam calmos enigmas sem letras
à carne da cidade amanhecida
temperada
em vida e óleo diesel

4 comentários:

Jefferson Bessa disse...

o amanhecer citadino em linda descrição...

um abraço.
Jefferson

Guto Oliveira disse...

Linda a aquarela, linda a vida na cidade, à luz da sua poesia bela e sensivel. Beijos.

http://quasepoema.zip.net

ParadoXos disse...

muito poético e imagético este amanhe-ser!

abraço

Nydia Bonetti disse...

adelaide, sempre nos presenteando com belíssimas aquarelas... sua poesia, sua arte. beijos