quinta-feira, janeiro 28, 2010

A lua e o vento

 








No mar da noite moravam
sereias feitas de espuma.
Sementes de sal na boca
o vento plantou salinas
no fundo da maré cheia
pra temperar as sereias.

Um barco branco levava
a prancha branca da lua.
Sementes de amor nos olhos
o vento enterrou a lua
numa salina distante
pra jantar de madrugada.

Acompanhantes da lua
toda apagada de triste
sereias petrificaram
sementes de dor no peito.
O vento baixou a crista
e foi chorar noutra praia.

7 comentários:

Fred Matos disse...

Belo poema, Adelaide. É música com palavras.
Beijos

Mai disse...

Mar e dor - macho. As fomes são fêmeas que desarvoram e deságuam no tal MAR com gula. E Chet, sua voz ou trumpete, é imortal. Uma voz inconfundível - a dele. Eu leio e fico sentada ouvindo a tua playlist.
Beijos, Dade.

Moacy Cirne disse...

Oi,
sapequei um poema seu no Balaio.

Abraços.

Jefferson Bessa disse...

que beleza de ritmo, Adelaide. Um prazer ler este poema.

Beijos

Jefferson

Fabio Rocha disse...

Alucinatório seu poema! Muito bom!

Nydia Bonetti disse...

Ás vezes acho mesmo que a vida é sementeira. Mas quem é que semeia?
Naveguei neste poema, Dade. Lindo.
beijo, menina!

J.F. de Souza disse...

triste...

(ai, qdo eu fico triste, só penso em comer, comer, comer...) =P

=*