domingo, setembro 19, 2010

Coisas rápidas



Há muito não se trocam os móveis de lugar
pela simples vontade de criar alguma luz ou
guardar nos pulsos a sensação de partilha.
As coisas rápidas que acontecem agora
já não parecem pertencer à mesma casa de antes
e sentem-se mais à vontade caladas pelos cantos:
mesmo as molduras perderam seu encanto e os retratos
morrem de leve a cada tarde.

9 comentários:

Lara Amaral disse...

Lembrei-me das minhas conversas silentes com os objetos do meu quarto, como já comentei com o poeta Domingos Barroso.

Sempre impecável vc, Dade.

Beijo.

Úrsula Avner disse...

lirismo á flor da pele, á flor da poesia... Belo Dade. Bj.

Assis Freitas disse...

sensação de desbotamento, isso existe? canto calado

beijo

Mirze Souza disse...

Fantástico, Dade!

Ainda ontem pensava como estão urgentes as pessoas. Há uma pressa para chegar não sei aonde.

A mais pura verdade sob a alva folha!

Beijos

Mirze

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Bonito isso, heim? Gostei demais, Dade. Um beijo pra você.

Lalo Arias disse...

Coisas rápidas, sensações eternas.
Um beijo, Dade.

Jefferson Bessa disse...

nunca ficam no mesmo lugar
desarrumadas
mudam sem nada se poder fazer.
Gostei muito, Dade!
Beijos
Jefferson.

Anônimo disse...

Dade, é muito bom ler seus poemas, vividos e curtidos com tanta sensibilidade.
Beijo da
AnaG

fernanda s.m. disse...

Li, nestas suas palavras, os sentimentos que me vêem invadindo nestes últimos tempos e senti um alívio por alguém os ter expresso por mim, que nem consigo.
Tempo de parar, sentir, e não domar a inércia calada...
Um abraço, Adelaide !

(chove, aqui, e o vento está furioso...)