quarta-feira, julho 11, 2012

Ciranda do tempo vivo



De que terra vem o vento
de que nuvem chega a chuva
de que corpo vem a sombra?
Estou tão perto, estou pronta
sorrio calo e me sento
e descalço minha luva.

Que folhas o vento sopra
de que céu a chuva chega
de onde a sombra me acompanha?
O jarro arranha a aranha
e vou partir para a europa
no braço que me aconchega.

Que vento sopra da terra
que chuva chove essa nuvem
que sombra cai de meu corpo?
Ganhei um vestido novo
cor de paixão e de guerra
respingado de salsugem.

De que terra o vento vem
a chuva cai de que céu
como a sombra se desenha?
Quem tiver amor que venha
ensinar a amar a alguém
nas voltas do carrossel.

Olha, o vento vem soprando
olha a chuva já caindo
olha a sombra diluída
e a querência dividida
ciranda do amor fechando
ciranda da dor abrindo.


8 comentários:

Luana disse...

Esse ritmo leva a gente até o fim do poema. Que é lindo.

Beijos, Dade.

Daniela Delias disse...

A ciranda da dor abrindo...teus poemas são sempre tão bonitos, mas hoje devo estar mais à flor da pele porque saio daqui com os olhos marejados...

:)

Mirze Albuquerque disse...

Que linda "ciranda", Dade!

Seu estilo é impecável em qualquer poesia. Esta, em especial bateu fundo em meu peito.

Parabéns!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

que ciranda mais bela, vívida


beijo

Ivan disse...

A ciranda de viver. Linda, linda.

Beijos do Ivan.

Sônia Brandão disse...

O ritmo gostoso dessa ciranda me embalou.

bjs

Anna Amorim disse...

Vertiginosa!

Beijos,

Anna Amorim

mfc disse...

Uma série de interrogações a que o amor pode responder!
Um poema lindo com o qual me identifico!
Beijinhos,