sexta-feira, julho 27, 2012

Tempo sem tempo


Preparamos penumbra de floresta
aves de incenso em pátina de espaço
limita-nos um teto de silêncio
e as palavras nos tocam
em som de pensamento e voz de sonho.

Temos cenários
ouro
asas maduras
travo de história
e tímidas ternuras pela boca.

O mesmo gesto modela nossos membros
e logo os ata.
Falamos juntos coisas separadas
vivemos separados coisas juntas
e uno e o tempo de nossas vestes
distâncias e lugares.

Sob o teto sem fim de nossa sombra
caminham nossas sombras de mãos dadas.

Poema reeditado.

7 comentários:

Assis Freitas disse...

essas sombras dialogam com nossas sobras,


beijo

Ivan disse...

Já conheço esse poema. É um de meus prediletos.

Beijos do Ivan.

Bípede Falante disse...

que triste e bonito.
a tristeza é mesmo senhora, senhora das distâncias e dos desejos que se vestem com saudades.
beijos, Dade :)

Úrsula Avner disse...

Oi Dade, belo e profundo poema onde o mistério do amor é visível... Beijo.

AnaC disse...

Amo esse poema!

Beijos

Enylton disse...

Beleza total, Dade.

Beijos nossos.

Daniela Delias disse...

Dade, quando li "tímidas ternuras pela boca" suspirei. Esse poema é impressionante, de um lirismo único. Dos mais lindos que já li.

Levo comigo.

Bjo, bjo