sexta-feira, agosto 30, 2013

Alguém




Um traço, um lenço, um terço
o jeito registrado num retrato
e a casa de repente tão deserta
silenciando as vozes.

Alguém restou e fala por sinais
à espera da resposta que não vem
e nada mais se sabe
além de cinza ao vento
que pousa aqui e ali
em todas as histórias.

8 comentários:

AC disse...

Dade,
Por entre a cinza e o vento, todas as histórias deixam margem para Fénix...

Beijo :)

Fred Caju disse...

Eu faria um mantra com esse teu primeiro verso. Sério.

Tania regina Contreiras disse...

Um anônimo é sempre muito atraente. Penso em entrevistar anônimos sensíveis por ai...rs
Ah, claro que gostei do poema! :-)

Beijos, Dade

Assis Freitas disse...

cinzas numa memória


beijo

Leonardo B. disse...


[a espera

alguém que seja mais que um silêncio em movimento...]

um imenso abraço, Amiga Dade

Lb

cirandeira disse...

Restou uma narradora perspicaz, minuciosa nos detalhes que poderiam passar desapercebidos, uma narradora de silêncios, primorosa!

beijoss

Anna Amorim disse...

plena de memórias a casa reverberava dentro dela alma.

Beijos, poetisa

José Carlos Sant Anna disse...

Merecemos um poema com este. Depois dele abandonamos o peso que carregamos...
beijo, Dade!