segunda-feira, agosto 19, 2013

Babel




Às margens do asfalto
os edifícios desenham a vida
como se fossem os ossos da cidade.

Tanta gente indo e vindo
e os pensamentos são linhas de cerol
enquanto os mutilados misturam
seus passos à multidão.

A quem pode importar
o que expressam
esses rostos velozes
fotogramas em preto-e-branco?

Ninguém conhece
as línguas que falamos
se mais que exíguo
o tempo nos confronta
nos momentos incivis
perdidos em Babel.

5 comentários:

Luana disse...

Estamos todos perdidos em Babel.
Beijos pra você, querida Dade.

Adri Aleixo disse...

Ah sabe Dade, uma delícia vir aqui no Inscrições. Você é uma mestra. Um verdadeiro ensaio poético sobre Babel.

Beijos grandes :)

Assis Freitas disse...

babel e algaravia


beijo

césar disse...

Dade, como você consegue falar de tantas coisas, sempre em poemas exemplares?

Beijo.

Anna Amorim disse...

perdidos, pedidos em Babel, ninguém ouve, você grita, poetisa.

Beijos,