quinta-feira, novembro 14, 2013

Insônias

O quarto é o limbo
e o corpo imóvel retém
os medos que resistem
e uma tristeza inteiriça
da idade do mundo.

O sono é uma cisterna
medida em asas e ecos.

À tona do espelho escuro
a ave indormida
e nada do que se faça
afasta
a dor da vida.

5 comentários:

Adriana Riess Karnal disse...

a ave indormida,que bonito isso...estou saudosa de palavras e construçoes inusitadas

Ira Buscacio disse...

que poema digno, minha amiga queridona!
a dor da vida é uma ferida nata que jamais cicatriza
bj com toda minha admiração

Assis Freitas disse...

o sono é abismo
queda que dá sonho



beijo

Nilson Barcelli disse...

"O sono é uma cisterna
medida em asas e ecos"
Só por estes dois versos já valeu a pena ler o poema.
Mas todo ele é bem interessante.
Magnífico, gostei muito.
Dade, tem uma boa semana.
Um beijo, minha querida amiga.

Cris de Souza disse...

Atenta ao que tenta!

Outro beijo, querida*