quinta-feira, janeiro 27, 2011

Arco



O tempo se perdeu
no céu vazio.
Um coração supresso
emudeceu
e o mar se repetindo
repetindo
raia de longe
a voz inexorável
das salinas.

Nascentes e madrugadas
se esfumaram
na folha em branco do dia.
Palavras renegadas soam falsas
e tudo se recusa ao recomeço
sem a alegria de fonte
das vozes misturadas pela tarde
hoje pura utopia
e o arco-íris reposto no horizonte.

7 comentários:

Amélia disse...

Muito bom,amiga.Posso divulgar?
Beijo

Mirze Souza disse...

DADE!

às vezes o arco não se completa pelo sofrimento dos corações. Tudo se recusa ao recomeço, porque ainda não é o tempo maduro que haverá de chegar e apagar as mascas!

LINDO POEMA

Beijos

Mirze

Daniela Delias disse...

Ah, esses mares que se repetem...

Úrsula Avner disse...

Oi Dade... Prazer em ler vc novamente...Belo e intenso poema como é de costume no seu versejar ; repleto de sensibilidade e riqueza linguística. Bj com carinho.

Luiza Maciel Nogueira disse...

e é isso o arcoíris que importa, a felicidade que conseguirmos sorver :)

beijos

Lara Amaral disse...

Narraste o dia, e ele dormirá em paz.

Beijo!

Anônimo disse...

Lindíssimo, querida amiga. O arco que importa, o que nos é necessário para ser felizes.

Quando vai sair o livro? Não se esqueça da turma daqui, certo?

Beijo com carinho
Enilton