sexta-feira, abril 16, 2010

Revoadas

Dentro de um vidro fechado
improvisava lanternas
dos vagalumes da infância
depois sentia pena e os soltava
sobre os canteiros escuros.

De tudo
era o momento da revoada
o que mais a encantava.

Diluídos em palavras
os segredos escapam.
Não acendem
mas ganham outros desenhos
e deixam tudo mais claro
nuvem da madrugada
dispersa pelo vento.

9 comentários:

Lara Amaral disse...

Hora na luz, hora em formas.

Poema de sonhar. O dom é seu.

Beijo.

Leonardo B. disse...

[uma casa que desperta, acordada pelo vento mais interior de nós]

um imenso abraço, Amiga Dade

Leonardo B.

Carol Timm disse...

Oi Dade,

Mas há dias em que uma pequena criaturinha, ainda em botão, acende todas as lanternas do mundo, que faz o nosso coração bater tão iluminado e azul.

FELIZ DIA DE HOJE!!

Fiquei muito feliz quando me ligou para contar a novidade... parabéns a todos!!

Beijos,
Carol

Mai disse...

Bela imagem, Dade.
Mãos de fadas a espalhar luzicas.
Belo!
beijos e bom final de semana.

Fabio Rocha disse...

q beleza de imagem e de poema... eu fazia isso com lagartas, e soltava borboletas. bjs

Jefferson Bessa disse...

lusco-fusco da memória...o desenho sob as lanternas que seu poema faz na forma mais bonita.
beijos.
Jefferson.

Assis Freitas disse...

o viço e o vigor de uma súbita revoada. abraço

Anônimo disse...

Talvez valha a pena, um segredo por uma revoada...

Beijos
Ivan

Nydia Bonetti disse...

Fiz tantas lanternas de vagalumes, dade... nas noites mais escuras elas ainda brilham - depois o vôo. bjos.