segunda-feira, maio 02, 2011

Se conseguisse voar


 Nasci sem asas
e sei do mar aberto
brilho cego dos abismos.

Na certa repetiria
o sonho de Ícaro
devastado diante de seu pai
afogado
aos olhos do mundo indiferente.

Mesmo distante do sol
não restaria muita esperança.
Mas é preciso escolher alguma rota.


10 comentários:

Amélia disse...

E eu aqui a lembrar o Mário de Sá carneiro em Quase:

Um pouco mais de sol e eu era brasa
um pouco mais de azul e eu era além
para o alcançar faltou-m um golpe de asa
se ao menos eu pemanecesse aquém...
Abraço amigo,
Amélia

Ilaine disse...

Dade, amiga! O mar aberto ali esperando, mas sem asas... A rota haverá de ser outra. Mas o mar estará por perto, sempre perto...

Está lindo, poetisa. A música complementa muito bem. Belíssima composição.

Beijo e boa semana!

Márcia disse...

Bela descoberta, esse blog!
E o poema é lindo e cheio de significado.
Vou ler os outros, mas vejo que vou gostar muito daqui.
Bjs.

Anônimo disse...

Lembrei dos poemas de Maurinha e dos vôos do Luiz rss.
Beijos da AnaC

Suzana Martins disse...

Nasci distante do mar, apenas com as janelas abertas para ele. Então inventei asas e voei até o litoral na ânsia de encontrar voos livres...

Lindo..

Beijos

Assis Freitas disse...

as asas não são importantes, mais vale o ímpeto de voar


beijo

Úrsula Avner disse...

Oi Dade,

bela e nostálgica canção poética... Bj.

Luana disse...

Lindo esse vôo, amei.
Beijos muitos.

Lalo Arias disse...

É. É preciso escolher uma rota.
Um beijo, Dade.

Rayanne Chagas disse...

É sempre preciso escolher alguma rota, e se vai valer a pena? A gente deixa para discutir depois...
E boa pra frente, sempre!