segunda-feira, novembro 12, 2012

Alguém


Um traço, um lenço, um terço
o jeito registrado num retrato
e a casa de repente tão deserta
silenciando as vozes.

Alguém restou e fala por sinais
à espera da resposta que não vem
e nada mais se sabe
além de cinza ao vento
que pousa aqui e ali
em todas as histórias.


8 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Os objetos ganham vida, a ausência contornos. Morrer será sempre o Misatério.

Belo, Dade!
Beijos,

Assis Freitas disse...

alguém: este ser em espera



beijo

Ivan disse...

Gosto desses versos!
Beijos do Ivan.

Enylton disse...

E são tantas as histórias!

Beijos nossos.

AnaC disse...

Boa poesia sempre dá muito prazer. Gosto de vir aqui!
Bjss

cirandeira disse...

Tão melancólico, e tão belo, de uma
delicadeza tão contagiante! Imaginei-me alí, entre o vento e as cinzas!

beijos, Dade, e
obrigada pela visita, sempre tão bem-vinda!!!

Bípede Falante disse...

A poeira das palavras gruda feito ilusão.

Beijoss

R. Vieira disse...

Alguém restou!

sempre resta...
Sempre há alguém,
mesmo quando as esperanças esmorecem.