segunda-feira, novembro 26, 2012

De gavetas e gaiolas




A gaveta esquecida
retém lances de dados
jogos refeitos
e devaneios datados
de alguma primavera.

O corpo é um limite
e adivinha
mares e voos
preso à monotonia
da respiração necessária.

Respira na gaveta
uma existência de pássaro.
Aberta uma gaiola
o pássaro tem medo
de se atirar no vazio.

8 comentários:

Assis Freitas disse...

bonito isso, e triste, e bonito como o corpo no vazio,



beijo

Tania regina Contreiras disse...

Pássaro preso por medo é tão doído, Dade!

beijos,

Enylton disse...

Temos medo do vazio,assim como o pássaro da gaiola.

Beijos nossos.

Ivan disse...

Gosto desse poema como uma revelação.

Beijos do Ivan.

Ira Buscacio disse...

O sonho do homem é voar...
mas a gente nunca sabe o que fazer com o céu

poema doído como a beleza!
bjão, Dade

Portal de Blogs Teia disse...

Olá.
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Bípede Falante disse...

Que título, Dade!!

E quantas verdades e retornos guardam as gavetas e as gaiolas...


beijoss

Marcelo R. Rezende disse...

Concordo com a Ira, a gente não sabe utilizar bem os recursos que dispomos e a grama do vizinho é sempre mais verde.