segunda-feira, junho 10, 2013

Intervalo



O prédio em frente à janela entristeceu
vestido da luz dessa tarde inexplicável
e entanto doce
e a amendoeira parece repousar
movida pela brisa e sem os pássaros
que a visitam toda manhã.
Um prédio que medita
pensado por uma amendoeira silenciosa
é a referência maior deste momento da vida
em que procuro legitimar a paz
e o intervalo de amor que me rodeia
a mim, que há muito perdi a fé.

5 comentários:

Adri Aleixo disse...

Reflexivo e muito belo.

Grande beijo, Dade!

Assis Freitas disse...

"e eu que não creio..."



beijo

José Carlos Sant Anna disse...

Uma expressão delicada exala do poema, sem perder a naturalidade e o equilíbrio, Dade. Aliás, ousaria dizer que o equilíbrio é marca da sua poética.
Abr.,

Ivan disse...

Dade, este é um dos poemas que me conquistam pelo equilíbrio.

Beijos do Ivan.

césar disse...

Um belo poema, um pouquinho pungente, mas muito bonito.

Beijo