terça-feira, junho 25, 2013

Corpo e cidade




 


O corpo entregue à cidade
estreia a cada instante
sensações de luz e sombra
e ruas conjugadas pelo sol
poeira e fumaça.
O corpo continente
treme de asfalto e trânsito
e de um desejo de encontro
e águas secretas.

5 comentários:

AC disse...

Não sei se é essa a intenção da autora, mas a leitura remeteu-me para o momento, bem expresso nas ruas, que o Brasil vive. E gostei deveras.

Beijo :)

Assis Freitas disse...

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

Mário Quintana

Ivan disse...

Lindo!

Beijos do Ivan

Anna Amorim disse...

Dade,

Nesta cidade de desencontros
nas ruas desapareço entre-olhares
em preces peço desaguares
do corpo-alma.

Inspira-me!

Beijos, poetisa

José Carlos Sant Anna disse...

Este olhar sensível capta o instante e o aprisiona tão bem num poema. Ora, vivas!
bj, Dade!