quarta-feira, outubro 13, 2010

Espuma e sal*




Segredo de espuma e sal
tropeça numa saudade que vem longe
pode chegar de repente
e o medo arde na pele.

A alegria se assusta como quando alguém
prepara uma surpresa e é surpreendido:
alguma coisa ainda não tem nome
e por um triz consente.

O instante se avizinha.

A noite todo dia
é sem aviso.

*Poema reeditado.

10 comentários:

Mai disse...

O instante é um mar que se avizinha em línguas de espuma e sal, quando beija a areia.

A saudade é um segredo distante.

Belo, Dade.
Secreto e delicado como aquela flor guardada nas páginas de um velho diário.

beijos, querida

Assis Freitas disse...

belo, belo, tem a cadencia das vagas soberanas, esse ir e vir,


beijo

Marcantonio disse...

Achei perfeita a comparação com o momento daquele que espera surpreender e é, antes, surpreendido!

A Mai traduziu bem a sensação que passa o poema ao compará-lo com um flor guardada num diário.

Beijo.

Mirze Souza disse...

Lindo, Dade!

A fragilidade da espuma que se submete ao tempero do sal, causa c consentimento de quando alguém é surpreendido e se assusta.

Uma perfeição descrita em versos!

Beijos

Mirze

Graça Pires disse...

Sem aviso prévio a poesia se faz vida.
Um beijo.

Gerana Damulakis disse...

Bonito, dade.

Nilson disse...

A noite sem aviso! Bom voltar aqui depois de uns dias fora dos blogs, Dade!

Lara Amaral disse...

Das coisas sem aviso, a noite é a que mais cai fundo na gente.

Beijo!

Daniela Delias disse...

Essa coisa ainda sem nome...é o que sinto enquanto leio teus versos...belo!!!

nydia bonetti disse...

A noite é sem aviso. As alegrias também. Como as ondas... E há tanta vida lá fora, Dade. Tudo pode ser a todo instante. E é isso que faz a vida ser esta aventura fascinante. Beijo!