quinta-feira, novembro 18, 2010

Teares


As vozes da tevê
se diluem na correnteza
dos pensamentos.

Cruzados pelos ares.
vozes e pensamentos
se entretecem.

Tecidas nesses teares
palavras não se completam
nem dizem coisa com coisa.

Os pensamentos fenecem
e as palavras se diluem
no tecido que desfia.

9 comentários:

Vanes disse...

"Abrem caminhos entre palavras inclompletas" Gostei disso! Fantástico.

Marcantonio disse...

Como tear é palavra bonita! Parece verbo, mas não é; e quando levada para o inglês ela chora...

Poema sensível, com engenhos sutis de Aracne, não contra Atena, mas alheia às antenas importunas.

Beijo, Dade.

Assis Freitas disse...

chegam ecos e fios,

beijo

MariaIvone disse...

Teias e tramas que tecem a vida e que por vezes se diluem na correnteza dos pensamentos que a preenchem.
Como sempre lindo,

Beijos, amiga

Mai disse...

Fios do tempo, Dade.
Sensibilidade mora aqui.
Beijos

Zélia Guardiano disse...

Ah, que coisa mais linda a sua trama, tecida em palavras!
E não posso deixar, ainda, de fazer minhas, as palavras do Marcantonio...
Versos maravilhosos, Dade, minha querida amiga.
Enorme abraço e beijinhos

Mirze Souza disse...

Dade!

Marcou-me a correnteza de tantos pensamentos-como estar ausente.

Exato!

Belíssimo!

Beijos

Mirze

Nilson disse...

Adorei os 'tecidos dos meus teares'. Tessitura poética, de fato!!!

Daniela Delias disse...

Tecido da mais fina sensibilidade...