quinta-feira, dezembro 09, 2010

Rasura

 











Imagem sem menção de autor. Pintura da noite.

Como se o som dos passos na calçada
fosse apagando as lâmpadas uma a uma
busca refúgio para o tédio de outra noite.

Um bar desconhecido
onde as pessoas não se voltem
à vista de um estranho.
Aquele bar
onde possa recuperar suas medidas
e o silêncio atenda a seu chamado
antes que a noite consuma
outra de suas mortes provisórias.

11 comentários:

Lara Amaral disse...

Uau! Forte e tocante, muito bom!

Beijo.

Amélia disse...

Excelente - também pela música que o enche.-Beijo

Mai disse...

Beber solidão e tédio e deixar-se rasurado como uma noite vazia.
A noite tudo se amplia, inclusive os vãos e desvãos.

Um blues, Dade.

beijos, querida

Assis Freitas disse...

os bares me cheiram a aconchego, ali deposito o silencio no balcão


beijo

Mirze Souza disse...

MARAVILHA!

O pior é que as pessoas se voltam, ou achamos isto e milhões de olhos nos encaram.

O som dos pássaros apagando as lâmpadas... D+++++

Aplausos e beijos

Mirze

Úrsula Avner disse...

Oi Dade,

profundo e tocante como é de se feitio na escrita poética. Bj,

Úrsula

Úrsula Avner disse...

Oi Dade,

profundo e tocante como é de se feitio na escrita poética. Bj,

Úrsula

Fragmentos Betty Martins disse...

._______querida Dade





fragmentos duma noite

ou

de noites
que se vivem

.ou simplesmente_______se consomem...


.
.
.
a música_______...








____________///






beijO______ternO

Anônimo disse...

A noite que nos protege com seu silêncio.

Beijos
Ivan

Eder Asa disse...

Sou fã desses poemas garrafas, que você bebe de uma vez, pra afogar as magoas.
Lindo, Dade! Lindo...

Antonio Carlos disse...

Rasuras da alma, precisamos as vees rasga-lá, pra poder ter o que ela pede, isso pode ser um veneno, mas certas coisas precisam ser passadas.
Beijo