sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Incertezas



O vento vem desfolhar
as simetrias do mundo
e o tempo que não dorme
tece fios
num labirinto de esperas.

Ela aprendeu a enganar
o tempo
o vento e as horas
: criou teares e agora
veste auroras
e inventa flores
das horas de incerteza.

13 comentários:

Daniela Delias disse...

Dade, cada verso trouxe um arrepio...é de um lirismo...lindo! Mil bjos.

Zélia Guardiano disse...

Ah, Dade, minha querida
Que trabalho lindo, este que você nos conta!
...e inventa flores das horas de incerteza...
Fico aqui pensando no tamanho do ramalhete, fosse eu a personagem...
Adorei, amiga!
Beijos

Carol Timm disse...

Dade,

Quando o vento chega
assim nos poemas
é tão lindo...

Levei esse vento para mim:
www.casadeleitura.blogspot.com

Bjs,
Carol

Leonardo B. disse...

[inventando o tempo, reinventando a palavra, como sempre]

Um imenso abraço, Amiga Dade

Leonardo B.

Assis Freitas disse...

as simetrias do mundo andam partidas, mas o bom mesmo é vestir auroras e inventar flores,


beijo

Lara Amaral disse...

Linda forma de reinventar a vida!

Beijo.

Úrsula Avner disse...

Oi Dade,

em cada verso, profunda mensagem e encanto, acrescidos da bela e expressiva imagem ilustrativa. Bj.

Mirze Souza disse...

Dade!

Parece que me descreves. Ainda não visto auroras, mas CERTEZA, é quase impossível.

Que poema! Acredito que serve de veste para todos nós!

Aplausos!

Mirze

Nilson disse...

Lírica tecida com delicadeza! É bom voltar, depois de algum tempo, e sentir a atmosfera plena de poesia. Beleza!

MariaIvone disse...

Adorei esta aprendizagem do engano do tempo. A partir de hoje minhas vestes são auroras.

Beijo

Anônimo disse...

Uma doçura de poema, Dade querida. Cada vez melhor vir aqui te ler.
Beijos
Kelly

Mariana Gikas disse...

Sem palavras. Já estou consertando o erro de ter me esquecido do seu blog. É feito pra voltar.

Jefferson Bessa disse...

O vento que leva, mas que também inventa. Muito bonito, Dade!
Beijos.
Jefferson.