sexta-feira, dezembro 16, 2011

Prédio





As pessoas no prédio em frente
ajardinado
e coberto de pastilhas rosadas
serão talvez felizes?
infelizes?
como saber?

(mais de trinta apartamentos
e desses setenta e poucos moradores
alguns talvez
vivam aqui e agora
preparando
um futuro difícil.
Sofrem questões de dinheiro?
Sentimentos em conflito?
É bem possível
que alguns estejam sozinhos
o que afinal pode acontecer
a qualquer pessoa
e dentre esses
talvez algum seja infeliz por isso.)

Olhado deste lado
o prédio em frente
tem a fachada mais alegre
que se possa imaginar.
A rua arborizada
tantos  pássaros
um som de violão
chegando do terraço
e o sol enfraquecendo
pouco a pouco.


7 comentários:

Fred Caju disse...

Talvez alguém do prédio ajardinado esteja pensando o mesmo para o prédio da frente e seus moradores...

Enylton disse...

Esse poema daria um romance.

Beijos, Dade.

teca disse...

Que poética observação do cotidiano...

Um beijo carinhoso.

Jorge Pimenta disse...

a casa, os rostos, a vida. há tríades que jamais se desfazem. outra delas é feita de ti, da tua mão e da boa poesia, dade.
beijo grande!

Bípede Falante disse...

As pessoas em frente, ao lado, atrás, dentro da gente são felizes e há como saber? E, se há, devemos dizer?
Gosto de posts que me provocam e de prédios que me aumentam a sombra :)
beijosss

Nilson Barcelli disse...

Quem vê casas não vê corações...
Mas o prédio é bonito e o teu texto também.
Querida amiga Dade, tem um bom resto de Domingo e uma boa semana.
Desejo-te um Feliz Natal e um ano de 2012 cheio de coisas boas, extensível aos que te são mais queridos.
Beijo.

AnaC disse...

O que não se sabe é que dá partida ao poema...

Beijo, um lindo natal!